sexta-feira, 27 de setembro de 2013

PRODUÇÃO DE CACHAÇA TEM CRESCIMENTO DE 50% NA PARAÍBA

Imagem: Internet
Os efeitos da crise econômica que vêm assolando todo o mundo, não têm atingido a produção da cachaça na Paraíba. Pelo menos é o que tem indicado vários dos principais produtores do Estado. Dados do segmento enfatizam a média de crescimento anual em torno de 50%. Em alguns casos, a exportação já atinge quase todos os Estados do País, além de países da Europa, a exemplo da França. Os engenhos paraibanos estão produzindo cachaça hoje aprovada e muito consumida por todas as classes sociais.

A Paraíba é o Estado que lidera o segmento em termos de qualidade na região Nordeste. Atualmente são em torno de 60 engenhos produzindo a bebida, distribuídos em diversas regiões. Segundo dados da Associação Paraibana dos Engenhos de Cana-de-Açúcar (Aspeca), a entidade que engloba agroindústrias, além de produzir a bebida destilada, também fabrica rapadura e açúcar mascavo. O setor emprega, hoje, algo em torno de dez mil trabalhadores, de forma geral no Estado.

Existem cerca de 30 marcas de bebidas registradas no mercado paraibano. Mesmo com qualidade reconhecida, segundo dados da Cooperativa dos Produtores de Derivados de Cana-de-Açúcar da Paraíba (Coodecana), uma das maiores dificuldades enfrentadas pelos produtores locais é a conquista de novos mercados. Mas, apesar disso, a bebida paraibana já começa a ser exportada para outros centros consumidores do Brasil e até do Exterior, como é o caso do Engenho São Paulo e da Cachaça Volúpia, respectivamente, que já realizaram vendas para os Estados Unidos, Alemanha e França.

No mercado desde 1946, a Cachaça Volúpia talvez seja um dos maiores expoentes de sucesso deste segmento na Paraíba. Produzida no engenho Lagoa Verde, no município de Alagoa Grande, no Brejo paraibano, seu processo de fabricação exige rigoroso controle de qualidade, desde a plantação da cana-de-açúcar até o engarrafamento. Lá, o produto base é selecionado entre os tipos mais ricos em sacarose e depois adubada, exclusivamente com matéria orgânica.

“A Volúpia está com uma presença forte hoje no mercado. Mantemos o crescimento de 30% a cada ano, e isso tem sido bem satisfatório. E nossa meta é ampliar mais. Hoje por exemplo, trabalhamos com foco no mercado interno. No exterior já mantemos uma boa série de exportação para a França”, confirmou o proprietário da Cachaça Volúpia, Vicente Otávio Neves Lemos.

Outro exemplo de sucesso no Estado é a Cachaça Serra Limpa. Com 17 anos de existência, o engenho situado na zona rural, entre as cidades de Pirpirituba e Duas Estradas, mantém em sua fabricação 31 empregos diretos. De acordo com o proprietário da marca, Antônio Inácio, o crescimento anual da bebida está em torno dos 20%. “Felizmente os problemas ocasionados pela crise econômica não atrapalharam o nosso negócio. Hoje, a Serra Limpa está presente na metade das capitais brasileiras. Mantemos exportação para Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte, Rio, São Paulo e Distrito Federal”, disse.   

Por enquanto a marca ainda não comercializa o produto para fora do país, mas segundo Antônio Inácio, a empresa espera que isso aconteça dentro dos próximos anos. “Hoje vários conhecidos me abordam na rua ou até mesmo no engenho, dizendo que apresentou a cachaça a amigos do exterior e que aprovaram o sabor e levaram para seus países de origem”, frisou.
A Cachaça Triunfo é outra marca de sucesso no Estado. Com sete anos no mercado, o engenho batizado com o mesmo nome da bebida, localiza-se no município de Areia. De propriedade do jovem casal Antonio Augusto e Maria Julia, a marca hoje produz uma das melhores cachaças do município que é conhecido também por ser um grande produtor da bebida e dos produtos derivados da cana-de-açúcar.

De acordo com Antonio Augusto, o crescimento comercial da Triunfo hoje no Estado está em torno dos 50% anuais. “Apesar da nossa pequena produção, esperamos crescer mais o mais rápido possível. Mercado existe, é que nós ainda estamos em processo de crescimento da empresa e ainda não contamos com produção suficiente para exportar para outros países”, disse.

Fonte: jornal da Paraíba




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